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Cavalos-de-Przewalski caminhando em uma paisagem natural

Sobre a marca

Ungulata: dos cascos à diversidade

A origem do nome

Um nome ligado à anatomia dos animais

Ungulata vem do latim ungula, que significa casco, unha ou garra.

O termo é usado tradicionalmente para mamíferos que sustentam o peso do corpo sobre as extremidades dos dedos, geralmente protegidas por cascos. Esse conjunto reúne uma grande diversidade de formas corporais, ambientes e estratégias alimentares.

A nutrição participa da formação e da renovação contínua dos cascos. Uma dieta equilibrada em energia, proteína, aminoácidos, minerais e vitaminas contribui para seu crescimento, integridade e resistência, junto à genética, ao ambiente e ao manejo.

As duas grandes ordens

Os ungulados atuais reúnem diferentes famílias e espécies

Entre os mamíferos terrestres tradicionalmente reconhecidos como ungulados, dois grandes grupos concentram os animais atendidos pela UNGULATA. A organização considera a anatomia dos membros e a história evolutiva de cada linhagem.

Perissodactyla

Perissodáctilos

O eixo principal de apoio do membro passa pelo terceiro dedo. São ungulados não ruminantes, com diferentes estratégias de fermentação e aproveitamento de fibras.

  • EquidaeCavalos, asininos e zebras
  • TapiridaeAntas ou tapires
  • RhinocerotidaeRinocerontes

Artiodactyla

Artiodáctilos e seus parentes

Nos representantes terrestres, o peso se distribui principalmente entre o terceiro e o quarto dedos. O grupo reúne ruminantes e não ruminantes.

  • CamelidaeCamelos, dromedários, lhamas, alpacas, vicunhas e guanacos
  • GiraffidaeGirafas e okapis
  • CervidaeCervos, alces e renas
  • BovidaeBovinos, búfalos, bisões, ovinos, caprinos e antílopes
  • HippopotamidaeHipopótamos

A classificação moderna também inclui nesta ordem outros grupos, como suínos, queixadas, catetos e cetáceos. A atuação da UNGULATA é direcionada aos ungulados herbívoros.

Ruminantes

Possuem estômago dividido em compartimentos e regurgitam e remastigam o alimento. Antílopes, cervos, bovinos e girafas fazem parte deste grupo.

Não ruminantes

Reúnem estratégias digestivas distintas. Equídeos, antas e rinocerontes fermentam fibras principalmente no intestino grosso. Hipopótamos realizam fermentação pré-gástrica. Camelídeos possuem estômago compartimentado e remastigam o alimento, embora não sejam ruminantes verdadeiros.

Hábitos alimentares

Nem todo herbívoro se alimenta da mesma forma

Pastejadores

Gramíneas e outras plantas próximas ao solo.

Exemplos: Cavalo, rinoceronte-branco, sitatunga e búfalo.

Ramoneadores

Folhas, brotos, flores e pequenos ramos.

Exemplos: Girafa, rinoceronte-negro, anta, alce e veado-de-mão-pequena.

Frugívoros

Frutos silvestres disponíveis em seu ambiente.

Exemplos: Duíquer (duiker).

Intermediários

Combinam pastagem, folhas e ramos conforme a oferta.

Exemplos: Camelo.

Evolução e adaptação

Milhares de anos moldaram a forma de cada espécie se alimentar

Dentes, movimentos de mastigação, compartimentos digestivos, intestino e microbiota formam um sistema adaptado ao ambiente e aos alimentos encontrados ao longo da evolução.

Uma nutrição adequada respeita essa história e integra anatomia, fisiologia e comportamento alimentar. Esse cuidado contribui para saúde, dentição, desempenho, reprodução e conservação das espécies.

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